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Eleições 2026: Lula lidera votação no exterior com 52,2% dos votos válidos

Com 62,92% das seções internacionais totalizadas, petista soma 115,3 mil votos; Flávio Bolsonaro aparece com 38,22% e 84,4 mil votos.

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Os primeiros resultados das eleições presidenciais brasileiras de 2026 começaram a ser conhecidos neste domingo (4), com o encerramento das urnas instaladas no exterior. A apuração, que começou pelos países da Oceania e da Ásia, avançou ao longo do dia com a entrada dos votos da Europa e de outras regiões.

Com 62,92% das seções internacionais totalizadas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia na liderança da votação no exterior, com 52,20% dos votos válidos, ou 115.395 votos. Flávio Bolsonaro (PL) somava 84.483 votos, equivalentes a 38,22%, enquanto Augusto Cury (Avante) aparecia em terceiro, com 7.115 votos (3,22%).

Até aquele momento, aproximadamente 229 mil votos haviam sido contabilizados. A abstenção chegava a 59,90%. Entre os votos registrados, 221.052 eram válidos, 4.328 brancos e 3.620 nulos.

A parcial representa um cenário mais abrangente do que aquele observado nas primeiras horas do domingo, quando estavam disponíveis principalmente resultados isolados da Oceania e da Ásia. Com a incorporação de novas urnas, Lula passou a liderar também a soma dos votos contabilizados no exterior.

O desempenho dos candidatos, entretanto, varia significativamente entre os países. Lula obteve a maior votação em localidades como Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul e Singapura, além de registrar vantagem em diferentes países europeus. Flávio Bolsonaro, por sua vez, venceu em países como Japão e Israel.

No Japão, um dos maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior, Flávio Bolsonaro recebeu 25.109 votos, contra 5.567 de Lula. Em Milão, na Itália, Lula registrou 50,16% dos votos válidos, diante de 40,6% de Flávio Bolsonaro. Em Berlim, na Alemanha, o presidente alcançou 83,01%, enquanto o candidato do PL obteve 9,7%.

Um levantamento dos resultados divulgados por país também apontava Lula na primeira colocação em um número maior de localidades. Em atualização realizada durante a tarde, eram 44 países com Lula à frente e 13 com Flávio Bolsonaro. Esse dado, porém, não representa a proporção de votos no exterior, já que o tamanho do eleitorado varia consideravelmente de um país para outro.

Os números permanecem parciais e continuam sendo atualizados à medida que as últimas seções eleitorais no exterior são totalizadas.

Quase 1 milhão de brasileiros podem votar no exterior

As eleições de 2026 contam com um contingente recorde de brasileiros habilitados a votar fora do país.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, 918.876 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026, o equivalente a pouco mais de 0,5% do eleitorado brasileiro. As seções estão distribuídas por 186 cidades em 134 países. Estados Unidos, Portugal e Japão estão entre os principais colégios eleitorais brasileiros fora do país.

O número representa crescimento em relação às eleições presidenciais anteriores e acompanha a expansão da população brasileira residente no exterior.

Portugal concentra o maior eleitorado brasileiro fora do país, seguido pelos Estados Unidos.

Diferentemente dos brasileiros que votam no território nacional, o eleitor que possui domicílio eleitoral no exterior participa somente da eleição para presidente e vice-presidente da República.

Não há votação no exterior para governador, senador, deputado federal ou deputado estadual.

Resultados aparecem primeiro na Ásia e na Oceania

A votação brasileira no exterior acompanha o horário local de cada país.

Por isso, enquanto o domingo eleitoral ainda começava no Brasil, algumas urnas já haviam sido encerradas do outro lado do planeta.

A Nova Zelândia tradicionalmente está entre os primeiros locais a concluir a votação brasileira. Em seguida aparecem seções instaladas na Austrália e em países asiáticos, como Japão, Coreia do Sul, China e Singapura.

Com o avanço das horas, começaram a ser conhecidos também resultados de países do Oriente Médio, da África e da Europa.

As últimas urnas no exterior serão encerradas nas regiões localizadas nos fusos horários mais atrasados em relação a Brasília.

Lula e Flávio Bolsonaro registram vitórias em diferentes países

Os primeiros resultados revelam que o comportamento dos brasileiros residentes no exterior não é uniforme.

Lula aparece à frente em diferentes países já contabilizados, especialmente entre os primeiros resultados divulgados na Oceania e na Ásia.

Flávio Bolsonaro também registra vitórias em algumas localidades.

Na China, por exemplo, o candidato do PL obteve a maior votação entre os brasileiros que participaram do pleito. O mesmo ocorreu em Israel.

Já Lula ficou à frente em países como Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul e Singapura.

À medida que os resultados europeus e americanos forem incorporados, o quadro do voto no exterior tende a mudar significativamente, principalmente porque estão nessas regiões alguns dos maiores contingentes de eleitores brasileiros residentes fora do país.

Portugal e Estados Unidos têm peso importante

Entre os resultados mais aguardados estão os de Portugal e Estados Unidos.

Os dois países concentram grandes comunidades brasileiras e, consequentemente, possuem peso relevante no total de votos registrados no exterior.

Isso ajuda a explicar por que contar apenas quantos países foram vencidos por cada candidato pode produzir uma leitura incompleta.

Uma vitória em uma localidade com poucas centenas de eleitores tem impacto numérico muito diferente do resultado registrado em um país que reúne dezenas ou centenas de milhares de brasileiros aptos a votar.

Para avaliar o desempenho dos candidatos no exterior, portanto, é necessário observar principalmente o número total de votos, e não apenas a quantidade de países em que cada um ficou em primeiro lugar.

Voto no exterior faz parte da eleição nacional

Os votos registrados fora do Brasil são contabilizados normalmente na eleição presidencial e somados ao resultado nacional.

Eles não formam uma eleição separada.

Apesar da atenção despertada pelos primeiros resultados, o eleitorado no exterior representa uma parcela pequena diante dos mais de 150 milhões de eleitores brasileiros.

Por isso, os resultados internacionais não permitem antecipar, isoladamente, quem vencerá a disputa presidencial.

Além disso, o perfil dos brasileiros residentes em outros países pode produzir comportamentos eleitorais diferentes daqueles registrados no território nacional.

Apuração continuará ao longo do domingo

Novos resultados continuarão sendo divulgados à medida que a votação for encerrada na Europa e, posteriormente, nas Américas.

No Brasil, as urnas ficam abertas até as 17h, pelo horário de Brasília.

Depois do encerramento da votação, a apuração nacional mostrará se algum candidato conseguiu obter mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos, condição necessária para vencer a eleição presidencial no primeiro turno.

Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Até lá, o mapa do voto no exterior oferece a primeira fotografia da escolha feita pelos brasileiros neste domingo — mas ainda representa apenas uma pequena parte da decisão que será conhecida com a contabilização das urnas em todo o país.

Esta matéria está sendo atualizada ao longo da apuração. Dados referentes à parcial disponível às 18h58 de 4 de outubro de 2026.