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Trump confirma voo secreto e diz que seguiu orientação militar por ameaça: 'Não confio no Irã'

Escondido em caminhão, Trump deixa a Turquia em voo secreto

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Créditos: Kylie Cooper/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (11) que trocou secretamente de avião ao deixar a Turquia no mês passado por questões de segurança.

A jornalistas, ele afirmou que seguiu uma orientação do Serviço Secreto norte-americano. Ao comentar o caso, Trump afirmou que não confia no Irã. O presidente também disse que recebe ameaças com muita frequência.

"Sigo o Serviço Secreto e os militares. Eles queriam que eu pegasse outro voo, outro avião, com o mesmo nível de segurança. Mas eles queriam que eu fizesse isso, então fiz. Faço o que eles mandam", afirmou. O presidente disse ainda acreditar que o C-32A usado no voo entre a Turquia e o Reino Unido estava mais exposto a um possível ataque do que o Air Force One que serviu como parte da operação para despistar a ameaça.

"Acho que corria um risco maior porque aquele seria o avião que, na minha opinião, eles teriam maior probabilidade de atacar", disse. "Não confio no Irã."

A declaração ocorre um dia depois de o jornal "Washington Post" revelar detalhes da operação montada para retirar Trump da Turquia diante de uma ameaça de forças ligadas ao Irã. Segundo o jornal, Trump embarcou no antigo Air Force One diante das câmeras no aeroporto de Ancara, mas foi transferido secretamente para um C-32A da Força Aérea dos Estados Unidos.

Para fazer a troca sem ser visto, o presidente foi escondido em um caminhão de transporte de alimentos que estava conectado ao Air Force One. O veículo deixou a aeronave presidencial e seguiu até o C-32A, estacionado nas proximidades. Trump então deixou a Turquia no segundo avião em direção ao Reino Unido.

O antigo Air Force One decolou depois com os jornalistas que acompanhavam o presidente e funcionários da Casa Branca. Após chegar ao Reino Unido, Trump voltou ao Air Force One e apareceu diante das câmeras deixando normalmente a aeronave presidencial. Não está claro como ele retornou ao avião sem ser visto. A ameaça que levou à operação havia sido revelada pelo jornal The New York Times em 24 de julho.

Segundo o jornal, o governo americano recebeu informações de que forças ligadas ao Irã tinham Trump e o avião que o transportasse como alvos. Autoridades americanas consideraram a ameaça crível, e o Serviço Secreto recomendou que Trump trocasse de aeronave ao deixar a Turquia. Os detalhes da ameaça foram mantidos sob sigilo inclusive dentro do governo americano.

Algumas autoridades foram informadas apenas de que a mudança de avião era uma medida de precaução diante de preocupações gerais relacionadas ao Irã.

Fonte: G1 — ver publicação original